Foi a saudade…

Escreva. Transcenda em palavras toda a beleza.
Soluce o que precisa nascer de uma vez por todas;
Grite por uma unção ao universo. Até que em seu peito floresça
o que for imune ao tempo, um verso…
Deixe seu corpo cair lentamente como pétala
esqueça que o vento mal suporta carregá-lo sem movimento
aprenda que o tempo tem a culpa de levá-lo semi-nu ao momento
que seu corpo parar, mas será só mais uma seqüela.
Poeta, em você o amor esqueceu de dormir
seu coração suporta a sublime sensibilidade
sua mente vive, mas pouco tem a discutir sobre a verdade
pois não há razão maior do que as leis esquecidas pela humanidade,
a de sentir.
Voe, perdoe-me se um dia o fiz sofrer
imploro que entenda que preciso errar para viver
explica-me onde peco; explico-te o que é meu crime
por vários motivos tive que esconder
pode um prisma brilhar mais que o meu sangue?
Que a lua renasça entreaberta,
se meu sangue for mais barato que uma moeda, poeta,
se minha dor for atrativo pra você…
Amo, o que não é utopia,
não estás atrás de estrelas,
amo o que não for somente poesia
pois até parece que enfeito tudo o que sinto com palavras,
quando são elas as enaltecidas pelo choro da minha alma…

(Rodrigo Almeida)

2 Respostas para “Foi a saudade…”


  1. 1 Mau Pascoal Outubro 31, 2008 às 2:56 pm

    Estrelas…
    Nunca as tinha visto desse jeito. Achei interessante e me deixou meio constrangido (*_*). Eu apenas as usava como coadjuvantes em textos e esse brilho todo ai que descreveu me deixou pensativo… Repararei na minha estrela hoje.
    Mas ainda acredito na idéia abstrata tb da sorte e do azar. Dias assim meio interligados com esses dois…
    Bonito Texto ;) ~

  2. 2 Mau Pascoal Outubro 31, 2008 às 3:29 pm

    Ah! Eu também acredito em boas e más energias e que tudo depende de uma boa vontade. Mas que às vezes o acaso leva para outros rumos, leva… Pelo menos eu acho que leva.
    Tipo o universo aí, é imenso, cabem milhões de estrelas. E cabe a nós, meros mortais, trilhar o caminho certo nessa calda de cometa (vida).
    Obrigado pelo comentário (bis).


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Virginia Woolf

A beleza do mundo tem duas margens, uma do riso e outra da angústia, que cortam o coração em duas metades.

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