Arquivo para Julho, 2008

Revolução parte dois

Atenção. Peço o mínimo possível de atenção, pois pretendo tirar o máximo desta situação. Uma revolução. Enfrento uma revolução interna. Tudo será cuidadosamente analizado, pensado e assim transformado. Sim. Uma revolução. Atenção, por favor.

Bande à part

3. Três. Trois. III

Três são os lados de um triângulo. Três! Posso dizer três coisas a vocês: 1,2 e 3. Porque um é solitário demais, dois fica sem sal e três é o balanço perfeito. Enquanto o primeiro pensa com a razão, o segundo pensa com o desejo enquanto o terceiro age das duas maneiras. Na primeira vez tentamos, na segunda tentamos mais uma vez com certa experiência e na terceira conseguimos. Três bolas de sorvete é sempre mais gostoso. Três dias formam um final de semana, se bem que alguns consideram quatro, mas esses sempre são ansiosos demais. Contamos sempre 1,2 e 3.

un, deux, trois

Uma aventura em três, sim. Das mais belas.

Filme: Bande à part (1964), de Jean-Luc Godard

Heaven

Posso dizer a vocês o quão neurótico posso ser, mas também poderei dizer que tenho boas intenções. Sempre! Tudo é uma conspiração. Desejos, paixões, ódios… Tudo cai em um redemoinho alimentado por puras e infinitas esperanças. Eu realmente não sei o que dizer, já que tenho tantas coisas a dizer. O medo é terminar sozinho. Morrer sozinho, em algum canto. Sem alguém para confessar os mais profundos segredos e sentimentos que habitam em meu coração. Ter desejado um dia fazer apenas novos amigos, e ter sucesso. Poder amar e ser amado. Poder fazer algo de bom para alguém ou para com nós mesmos, por que não? Sem bloqueios, sim! Com a mente mais pura e leve. É quando tudo parece perdido, quando uma chuva pesada e ácida, de certa maneira, caísse em cima de nossas cabeças, corroendo cada poro de esperança. Mas é aí que alguém abre uma cortina em meio a toda essa tempestade para nos dizer: Hey! Olhe quanta beleza!

P.S.: Your silence makes everything colourless.

Je suis.

Eu estava a pensar, num certo tempo, sobre como seria viver. Pensei em como seria o ar, tal como a luz. Também pensei como seria a água, o fogo.  Pensei em como seria falar e ouvir. E melhor ainda: sentir! Oh, deve ser sim, uma coisa inexplicável. Sentir calor, conforto. Sentir algo chamado felicidade.

Ser vivo, veja bem, um luxo! Sou frio. Sou apenas um vazio.

A morte sobre a vida.

Música

O que dizer? Não há nada para ser dito. Há apenas o que ser cantado, declarado. Para quem? Para todos. Todos que estão dispostos a ouvir, a sentir. E como vamos saber? Não há o que saber, e sim o que fazer. Faremos, sem medo. Cantaremos.

O piano continua intocado. Cada som de cada nota espera impacientemente ser libertado. É preciso um simples toque, para que cada um saia em uma velocidade ímpar, para nunca mais voltar.

Para nunca mais voltar.

If it be your will

E acordei de um sonho sentindo uma fome, desejo, vontade, luxúria. Era algo inexplicável, algo sem palavras. Era incrível. Algo que nunca poderia encontrar, algo que nunca poderia ser explicado, mostrado, dito, escrito, desenhado, falado, pensado. Nunca, nenhum ser existente, poderia ver, ouvir, cheirar, tocar, pensar, lembrar de algo assim. Mesmo que tenha sido um sonho, mesmo que tenha sido.

Era algo, algo, algo. Esse algo era tudo. Montes, topos, imensos, incríveis, intensos.

Era a vontade.

Eu amo seus olhos, meu querido.

dull flame of desire

Um Desejo.

Pois sim, um desejo.  Com um olhar, o desejo esvaia-se de nossas almas. Espalhava-se por todo canto. Estava ali, ao seu lado. Não se via nada, nem uma única árvore em pé, apenas um infinito chão coberto por um verde que parecia a cor de seus olhos. Milhões de pessoas nos seguiam para um destino que parecia incerto. Cantavamos até a última lágrima cair. Cantavamos e cantavamos. Os sons dos metais sendo soprados a nossa volta. As cordas sendo arranhadas, e o coro, o mais belo era o coro das vozes celestiais. Uma verdadeira orquestra, divinamente conduzida por cada desejo.

E com as bandeiras ao alto, marchamos para algum lugar, algum lugar onde encontraremos a esperança. Uma luz, ao final da canção.

Uma chama flamejante de desejo.

A paixão

A Paixão

E eu te vi. Quando te vi, estranhei. Aquele olhar apaixonado. Daí te toquei. Depois te senti. Esperei. Senti seu jeito, suas conversas. Seu jeito de me corrigir, seu jeito de me fazer rir. Na noite fria senti seu beijo e seu abraço. Depois senti, como nunca havia sentido antes, seu sexo. Seu gosto, que ainda persiste em não sair da minha boca. Mais uma vez seu abraço. Senti insegurança. Senti alegria. Senti medo ao te ver indo embora. Vi seu sorriso, vi uma esperança. Passei a sentir saudades e, por enquanto, me acostumei a ela. Sonho em te olhar todos os dias, enquanto dorme, enquanto come. Durante o sexo, durante o beijo. Durante o tempo em que me acostumei em querer ter seu conjunto perfeito-imperfeito por perto.

A.paixão-nado.no.mar-color.es


Virginia Woolf

A beleza do mundo tem duas margens, uma do riso e outra da angústia, que cortam o coração em duas metades.

Feriados

Julho 2008
S T Q Q S S D
« Jun   Ago »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Blog Stats

  • 961 hits