
E o plano era o seguinte:
Iriamos iniciar um movimento onde todos nós, problemáticos e desajustados, começariamos uma revolução (VIVA LA REVOLUCIÓN!). Uma marcha contra os opressores e ajustados, que nos tornavam excluídos e inseguros. Não mais!
A marcha iniciar-se-ia ao meio dia do dia doze do mês doze do ano de doze mil e doze, na rua doze. A principio éramos doze, mas que depois o número cresceria para doze mil. A esperança era viva e a vontade de vencer maior ainda. Nossas mãos não iriam guerrear, elas serviriam apenas para levantar bandeiras e punhos fechados com a vontade de se expressar (LET US BE FREE!)
Nosso objetivo era simples: liberdade! Apesar de que tal palavra era sinônimo de medo para os fracos. Algo que não podia ser pronunciado. Medo já era uma palavra que não conhecíamos.
Nossos inimigos estruturavam planos para nos reprimir, mas tudo em vão. Já eramos muitos e não havia exército algum capaz de impedir nossos sentimentos; vontades.
Na primeira marcha os gritos eram fortes e magníficos. A cidade estava tomada, cada rua, cada beco, pois já não eram doze mil e sim doze milhões. A vontade era maior, a esperança brilhava em cada olhar e a cada gesto. A vitória estava próxima.
Uma nova era estava para começar. A solução era simples, bastava a vontade de todos nós para levantarmos nossas vozes contra aqueles que nos oprimiam! Por que não haviamos pensado nisso antes? Por que?
Será que a revolução vai realmente começar? Afinal é só um plano. Um plano que está no papel a tantos doze mil anos.